Victor Franch
Atualizado em 20/02/2026 – 09:42 CET
O fim de semana marca o início de uma nova edição da MLS, a liga profissional de futebol dos Estados Unidos. Este ano será especialmente significativo, com o Mundial se aproximando neste verão, elevando ainda mais a visibilidade de uma competição que, embora em crescimento, ainda está em segundo plano em relação a esportes como a NFL (futebol americano), NBA (basquete) e MLB (beisebol).
A liga contará com a participação de 13 jogadores espanhóis, refletindo sua crescente relevância na Europa. Alguns ícones, como Sergio Busquets e Jordi Alba, se despediram do futebol e não farão parte da nova temporada, enquanto o Inter de Miami, que tem Messi como sua grande estrela, busca defender o título conquistado no último torneio.
Uma das presenças conhecidas entre os espanhóis será a de Adrián Marín. Vindo de Torre Pacheco e com experiência em grandes clubes como Villarreal, Alavés, Granada e Sporting de Braga, ele se juntou ao Orlando City em agosto passado e se prepara para sua primeira temporada completa. Com um espírito otimista, Marín afirmou: “Quando cheguei, ainda havia oito jogos na liga regular e playoffs pela frente. Agora, minha meta é me estabelecer aqui em Orlando. Minha família e eu buscamos estabilidade e queremos aproveitar a beleza desta competição. O Orlando é o único time que participou dos playoffs nos últimos seis anos. Temos que nos esforçar para conseguir novamente e ser candidatos ao título.”
O Desafio de Superar o Gigante Messi
O Inter de Miami, liderado por Leo Messi, é apontado como o principal adversário. Além do astro argentino, a equipe conta com nomes de peso como o veterano Luís Suárez, o ex-jogador do Atlético Rodrigo de Paul e o espanhol Sergio Reguilón. Contudo, a MLS se destaca pela diversidade de talentos, incluindo figuras como Marco Reus, Timo Werner, Thomas Muller, James Rodríguez e Son Heung-min.
Para Marín, a competição é acirrada e não há um favorito claro como no futebol europeu: “Messi e o Inter de Miami são, sem dúvida, um dos principais rivais. Ele é o melhor jogador de todos os tempos e, como campeões, precisam defender seu título. Na liga, existem boas equipes: New City, Chicago Fire, nós mesmos, Columbus, Cincinnati, Philadelphia e claro, o Inter de Miami. É uma competição equilibrada.”
Uma Temporada Marcada pelo Mundial
A temporada que se inicia será influenciada pelo Mundial, que ocorrerá no próximo verão nos EUA. Isso deve aumentar o interesse pela competição. Marín observa: “A atmosfera nas cidades é cheia de expectativa por causa da Copa do Mundo. Sentimos isso entre os fãs de futebol. Esta temporada será atípica, com 15 jogos até o final de maio, incluindo mais partidas entre semana, antes de uma pausa de seis semanas.”
Ele também acredita que o evento será um sucesso: “Os EUA já organizaram o Mundial de Clubes e estão prontos para uma Copa incrível. Serão bons momentos para nós, como fãs, poder assistir aos jogos ao vivo.”
A Crescente Qualidade da Liga
“Eu venho da Europa, onde joguei na Europa League e na Champions com o Braga, competindo com os melhores. Não me agrada comparações, mas a MLS tem mostrado um nível muito alto. Acredito que cresceu rapidamente nos últimos dez anos, especialmente com a chegada de Messi. Embora os horários possam dificultar o acompanhamento de sua evolução na Europa, surpreenderia a qualidade que vi aqui, especialmente com a seleção obtendo bons resultados nas preparações para o Mundial.”
Aos 29 anos, Marín está explorando uma nova fase em sua carreira e afirma estar animado com a experiência: “Os EUA oferecem muitas oportunidades e um estilo de vida vibrante. Estou muito feliz em viver esse momento tanto profissional quanto pessoalmente e quero retribuir com meu melhor no campo.”





