O próximo fim de semana marcará o início de uma nova edição da MLS, a liga profissional de futebol nos Estados Unidos. Este ano é particularmente notável para o futebol na América do Norte devido ao Mundial que ocorrerá no verão. Essa expectativa promete aumentar a visibilidade de uma competição em crescente ascensão, mesmo sendo considerada ainda secundária em comparação com a NFL (futebol americano), NBA (basquete) e MLB (beisebol).
Um total de 13 jogadores espanhóis se juntarão a uma liga que está ganhando cada vez mais destaque na Europa, onde os melhores atletas começam a trocar suas ligas nacionais pela MLS. Ícones do futebol como Sergio Busquets e Jordi Alba se despediram do esporte, e a equipe que atraí tem Messi como sua estrela maior, o Inter de Miami, que lutará para manter o título conquistado recentemente.
A Nova Esperança: Adrián Marín
A figura de Adrián Marín, natural de Torre Pacheco e com experiência em clubes de elite como Villarreal, Alavés, Granada e Sporting de Braga, também brilha nesta temporada. Desde a sua chegada ao Orlando em agosto, ele se prepara para uma temporada completa com novas ambições: “Quando cheguei, restavam apenas oito jogos da temporada regular e os playoffs. Praticamente entrei em um trem em movimento. Agora, meu objetivo é me firmar como um jogador importante aqui. Minha família e eu estamos buscando estabilidade e queremos aproveitar ao máximo este país e essa competição tão vibrante. Orlando é o único time que disputou os playoffs nos últimos seis anos. Com isso em mente, nosso foco é novamente nos classificar e ser um dos candidatos ao título”, enfatiza Marín.
O Orlando City, equipe da qual o Villarreal, antigo clube de Marín, acaba de contratar Alex Freeman, fará sua estreia na madrugada deste domingo, horário espanhol, contra os NY Red Bulls.
Inter de Miami: O Inimigo a Ser Conquistado
O Inter de Miami, liderado por Messi, é visto como o favorito a ser superado nesta temporada. Além do astro argentino, conta com outros nomes de peso, como o veterano Luís Suárez, o ex-jogador do Atlético Rodrigo de Paul e o espanhol Sergio Reguilón. Porém, diversas estrelas da liga, como Marco Reus, Timo Werner, Thomas Müller, James Rodríguez e Son Heung-min, tornam o cenário ainda mais competitivo.
Segundo Marín, a disputa promete ser acirrada: “Messi e o Inter de Miami são, sem dúvida, um dos nossos principais desafios. Ele é o melhor jogador de todos os tempos e tem a responsabilidade de defender o seu título. No entanto, as duas conferências têm boas equipes. A MLS é notável porque não temos a hegemonia clara de dois ou três times, como acontece na Europa. Aqui, o desempenho dos times pode variar, influenciado por como se reforçam e se organizam durante a temporada. New City, Chicago Fire, nós mesmos, Columbus, Cincinnati, Philadelphia e o Inter de Miami são todos concorrentes muito fortes e a liga é bastante equilibrada“, adiciona ele.
A Temporada do Mundial nos EUA
A nova temporada será particularmente marcada pela expectativa do Mundial que ocorrerá na América do Norte no próximo verão. Este evento é crucial para aumentar o interesse na liga e influenciar sua dinâmica: “Sente-se uma expectativa em todo o país em relação à Copa do Mundo, e isso é palpável entre os fãs de futebol. A temporada será atípica, já que teremos 15 jogos até o final de maio, com mais partidas em dias de semana, e depois uma pausa de seis semanas que poderá impactar a nossa performance. Após isso, teremos uma nova pré-temporada para nos preparar para as competições restantes”, afirma o jogador.
O Crescimento do Nível Competitivo
Marín ainda destaca o crescimento do futebol nos EUA, afirmando: “Vindo da Europa, onde joguei na Europa League e na Champions League com o Braga, posso afirmar que o futebol aqui é competente e de alta qualidade. Nos últimos cinco ou dez anos, a MLS cresceu de forma impressionante. A chegada de Messi elevou ainda mais o patamar. Embora possa parecer que, devido aos horários, o público europeu não acompanhe, o nível de futebol aqui surpreende. É evidente pelos resultados da seleção e pela quantidade de jogadores que estão se transferindo para clubes europeus, elevando ainda mais a linha de qualidade”, conclui.
Com 29 anos e uma nova etapa pela frente, Marín está ansioso para aproveitar ao máximo sua experiência nos EUA: “É um país cheio de oportunidades, com muita vida e lazer. Estou animado com esta nova fase da minha carreira, pronto para dar o meu melhor e aproveitar cada momento aqui”, finaliza.




