No dia 16 de janeiro de 2016, a edição impressa do Mundo Deportivo destacava dois jogadores promissores na sua capa. Naquele momento, Robert Fernández, responsável pelo departamento de futebol do Barcelona, vasculhava o mercado de inverno à procura de um zagueiro e um lateral esquerdo que pudessem fortalecer a equipe.
Entre os nomes cogitados estava o jovem defensor do Villarreal, Adrián Marín. A matéria comentava que Fernández havia ido ao Estádio da Cerâmica para observar de perto dois jogadores: Aymeric Laporte (Athletic) e Adrián Marín.
Na ocasião, o talentoso jogador murciano havia se firmado como parte do time principal do Villarreal, após se destacar nas categorias de base durante a temporada 2013-2014. A análise de Oriol Domènech ressaltava a impressionante trajetória do atleta: “O lateral esquerdo se consolidou no Villarreal, e Marcelino deposita total confiança nele, como demonstrou nos últimos jogos após a lesão de Jaume Costa. Adrián Marín se destaca pela solidez defensiva e pela força física.”
Entretanto, os planos não se concretizaram. O clube de Castellón decidiu ceder Marín ao Leganés, que acabava de subir para a Primeira Divisão, em busca de um maior tempo de jogo e experiência. Contudo, sua passagem pelo time madrilenho não deslanchou, resultando em um retorno ao Villarreal e, posteriormente, uma transferência para o Alavés no verão de 2018.
A experiência em Vitoria também não foi positiva, levando o Granada a garantir seu empréstimo durante o mercado de inverno.
No verão de 2023, Marín deu um novo passo em sua carreira ao se mudar para Portugal, onde jogou pelo Famalicão por empréstimo, seguido de uma transferência para o Gil Vicente, e finalmente se juntou ao Braga em sucessivas temporadas.
Recentemente, Adrián Marín defende as cores do Orlando City na MLS, marcando um novo começo em sua trajetória. A história de um jogador que despertou o interesse do Barcelona e que, após várias aventuras em clubes da Espanha, encontrou seu caminho no futebol português e, em seguida, na liga americana.





