Durante a adolescência, muitos jovens atletas entre 15 e 18 anos dedicam a maior parte de seu tempo ao futebol, relegando responsabilidades acadêmicas e exames. Contudo, Han Willhoft-King, uma promissora estrela do futebol inglês, decidiu trilhar um caminho diferente aos 19 anos. Ele pendurou as chuteiras após ser recrutado pelo Manchester City enquanto jogava pelo FC Cincinnati 2 na MLS Next Pro, a liga de formação para jovens talentos.
Com o desejo de ingressar em uma universidade americana, Han surpreendeu ao optar por estudar direito no Brasenose College, ligado à Universidade de Oxford. Para ele, a pressão de se formar em uma instituição renomada parecia menos desafiadora do que lidar com as exigências táticas de Pep Guardiola. Como meio-campista ofensivo, Han construiu sua trajetória na academia do Tottenham Hotspur e estava destinado a se tornar uma peça-chave em um grande clube.
Em sua decisão de explorar o futuro, Han se viu diante de um dilema: seguir a paixão pelo futebol ou buscar uma educação de alta qualidade. “É raro encontrar alguém que, ao chegar à sub-21 do Manchester City, decida se aposentar naquele momento,” revelou Willhoft-King. A escolha de estudar em Oxford foi resultado de uma reflexão profunda, atendendo principalmente a questões relacionadas às lesões e à pressão que envolvem a carreira esportiva. Ele destacou que, embora tenha vivido uma temporada brilhante na sub-16 dos Spurs, as lesões o acompanharam em sua trajetória, culminando em seus desafios na equipe sub-21 do City.
As limitações impostas pelas lesões o levaram a considerar um futuro acadêmico nos Estados Unidos, onde recebeu propostas de instituições prestigiadas como UCLA e Harvard. Em um momento decisivo, Han rejeitou um contrato do Tottenham e optou por uma posição na UCLA, onde começaria sua jornada em janeiro de 2025. Sua passagem pelo FC Cincinnati 2 teve um caráter transitório enquanto ele se preparava para a nova fase. Contudo, a proposta do Manchester City para um contrato de um ano mudou sua trajetória novamente.
A pressão aumentou quando se juntou à equipe sub-21, onde Willhoft-King descreveu a experiência como deslumbrante, mas também desafiadora. “Treinar com jogadores como De Bruyne e Haaland é impressionante, mas a intensidade é avassaladora,” destacou ele, expressando que, em meio a essa pressão, a experiência não era tão prazerosa quanto havia imaginado. “O tempo com o primeiro time se tornava monótono, enquanto que atualmente, em Oxford, tenho dificuldade em encontrar horários livres, pois tenho estudado e jogado sem a pressão de um grande clube.”
Han Willhoft-King trouxe à baila a necessidade de buscar algo mais que o futebol. “Claro, há compensações financeiras. Mas, e depois de 10 ou 15 anos? O que virá a seguir?” A decisão de se inscrever em uma universidade não foi apenas uma escolha educacional; foi um passo estratégico para um futuro a longo prazo, além das incertezas do mundo esportivo. Ele aguarda ansiosamente o desafio contra Cambridge no ‘Varsity Match’ de março, ainda apaixonado pelo jogo, mas agora com uma nova perspectiva e menos pressão sobre seus ombros.





