San Diego FC encerra uma temporada surpreendente
A trajetória do San Diego FC na sua primeira temporada na MLS chegou ao fim de maneira impressionante. Apesar do foco de seus 30 jogadores, sob a liderança de Mikey Varas, em conquistar o troféu da Conferência e enfrentar o Inter Miami na grande final, os azuis superaram todas as expectativas após a classificação para os playoffs.
O time começou sua jornada na liga com uma performance notável: em apenas 39 partidas, capturou a atenção do país, oferecendo um espetáculo que destacou a essência do futebol.
Anders Dreyer e Hirving Lozano foram os pilares da equipe desde o início. Mesmo tendo ficado fora do fim da temporada regular devido a uma lesão, ‘Chucky’ se destacou como o melhor jogador do San Diego FC na final contra os Vancouver Whitecaps.
O gol de Lozano reacendeu a esperança dos milhares de torcedores presentes no Snapdragon Stadium, que ansiavam por ver o time recém-formado conquistar seu primeiro título. Embora a vitória não tenha sido alcançada, o desempenho de Lozano, formado em ‘Tuzos’, levantou um questionamento crucial: o que poderia ter acontecido se ele tivesse sido titular no embate contra os alunos de Jesper Sørensen?
“A vontade de ser titular sempre está presente”
O jogador conhecido como ‘Muñeco Diabólico’ foi excluído do time em outubro por motivos disciplinares, mas voltou decidido a mostrar sua garra como verdadeiro gladiador, expressando-se através do que faz de melhor: marcar gols. Ele fez isso contra o Portland Timbers e, novamente, frente aos ‘Caps’.
Sua avaliação de 7.5 na plataforma Sofascore reflete que o atacante mexicano teve 100% de sucesso em passes em seu próprio campo, com uma precisão geral de 90%. Os múltiplos arremessos que fez em direção ao gol de Takaoka resultaram em uma média de 0.29 de xGOT (gols esperados), sem contar o cabeceio que conseguiu no 60º minuto de uma partida desafiadora para o time da casa.
Para entender a intensidade com que ‘Chucky’ se apresentou nos 45 minutos da final da Conferência, é interessante comparar suas atuações com as de Sebastian Berhalter. O jogador dos Whitecaps teve na mesma quantidade de tempo uma performance que o fez receber a nota 7.5, semelhante à de Lozano. O filho de Gregg Berhalter foi crucial para que sua equipe conseguisse erguer o troféu, levantando ainda mais a discussão: Varas cometeu um erro ao escalar sua equipe inicial?
“A vontade de jogar sempre existe, quero estar em campo desde o início. Tive a oportunidade de jogar alguns minutos, mas sempre procurei colaborar com o time e me entrosar com meus companheiros”, respondeu Lozano durante a coletiva de imprensa pós-jogo ao ser questionado sobre a frustração de não começar a partida.
Diante da pergunta direta, ‘Chucky’ deixou claro que sempre respeitou as escolhas do treinador. É bom lembrar que a situação do atacante havia se tornado complicada: seu retorno aos gramados na Califórnia em novembro foi interrompido quando ele teve que deixar o amistoso entre México e Uruguai devido a dores… Ele não estava em plena forma, e Varas fez questão de avaliar sua condição, o que resultou em uma participação limitada a apenas 12 minutos no duelo contra o Minnesota.
Notícias relacionadas
Além de suas questões físicas, o ex-jogador do Napoli percebe que a confiança estabelecida com o técnico americano já não é a mesma desde o incidente ocorrido nos bastidores do jogo contra o Houston Dynamo, quando foi substituído por Pellegrino logo no 46º minuto.





