Quando finalmente se concretizou o sonho de ter mais um clube da Califórnia na Major League Soccer, a cidade de San Diego começou a especular sobre o impacto positivo da novidade. A empolgação atingiu seu auge com a confirmação do primeiro reforço, Hirving ‘Chucky’ Lozano, o jogador que comandou a vitória do México sobre a Alemanha na Copa do Mundo de 2018.
A expectativa era alta: San Diego havia conseguido a contratação do ano, e nada parecia ameaçar o status de estrela do ex-atleta do Pachuca. No entanto, o cenário mudou rapidamente quando a liga americana de futebol se tornou um ponto de atração para outras estrelas internacionais, desviando o foco da atenção e fazendo com que a figura de Lozano fosse eclipsada.
A nova dupla explosiva
O início da Conferência Oeste trouxe um desempenho notável, graças ao entrosamento entre Lozano e Anders Dreyer. Juntos, eles elevaram suas performances a níveis notáveis, e suas atuações começaram a ser comparadas à famosa parceria entre Lionel Messi e Luis Suárez.
Nos jogos, eles alternavam entre assistência e finalização: em uma partida, Dreyer era o criador; na seguinte, Lozano convertia os lances criados. Com o tempo, o dinamarquês alcançou uma adaptação impressionante ao estilo do futebol americano, passando a se destacar cada vez mais.
Em termos de assistências, Anders foi responsável por fornecer seis passes para gol a Lozano, que retornou com quatro assistências. A importância de Dreyer fica ainda mais evidente ao observar que ele está na disputa pelo prêmio de Jogador Mais Valioso da MLS, o que não é uma mera coincidência.
O dinamarquês conseguiu quebrar recordes que pertenciam a lendas como Carlos Vela, marcando um total de 17 gols (25 se incluir os penais) na primeira temporada de um clube que ainda é novato na liga, com menos de um ano de vida. Por outro lado, Lozano ficou com nove gols (inclusive pênaltis) e agora enfrenta o risco de não participar dos playoffs, devido a um desentendimento com Mikey Varas, o técnico da equipe.
O ídolo da torcida
Apesar da atmosfera colorida nos jogos no Snapdragon Stadium, onde os torcedores costumam exibir trajes festivos em homenagem ao jogador mexicano, a atenção do público começou a se voltar cada vez mais para a eficácia de Dreyer. Seu nome ecoa em alto e bom som toda vez que ele entra em campo como titular, seja em jogos em casa ou fora de San Diego. E suas finalizações precisas fazem o futebol parecer descomplicado.
Dreyer também foi indicado para o Prêmio Landon Donovan, competindo contra Denis Bouanga, Evander, Lionel Messi e Sam Surridge, todos finalistas pelo Botão de Ouro 2025.
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A lista de finalistas pode parecer intimidante, mas Anders Dreyer já possui um histórico de conquistas nesse tipo de premiação: há um ano, ele foi coroado Jogador da Temporada pelo RSC Anderlecht, superando concorrentes como Jan Vertonghen e Zeno Debast. Com sua ascensão, Dreyer também tomou o lugar de ‘Chucky’ como a principal figura de San Diego, de maneira silenciosa, mas impactante.
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