Estados Unidos: um novo capítulo no futebol internacional O país norte-americano se prepara para um momento inédito na história do futebol, com a realização de um jogo da temporada regular entre Barcelona e Villarreal em Miami, uma iniciativa que conta com a confirmação de Javier Tebas, presidente da liga espanhola, e a aceitação da UEFA.
Descontentamento na UEFA Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, expressou sua preocupação quanto a essa partida que transborda as fronteiras europeias. Em entrevista, o dirigente sinalizou que a UEFA discutirá essa questão com a FIFA, argumentando que essa mudança pode prejudicar a essência do futebol. Para ele, as equipes europeias devem permanecer no continente onde pertencem.
“Iremos conversar sobre isso com a FIFA e as federações, pois não vejo isso como um bom caminho. Em princípio, as equipes europeias precisam atuar na Europa, salvo em casos excepcionais,” disse Ceferin, reabrindo um intenso debate sobre a identidade no futebol global.
Apesar de Barcelona e Villarreal serem vistos como uma exceção às regras da UEFA, existem muitos outros exemplos de clubes que se aventuraram fora de suas terras natais.
🎥 @Tebasjavier comentou durante o @sportssummitof sobre o primeiro jogo oficial da LaLiga em Miami:
💬 “Expandir nossa cultura para novos lugares não compromete a tradição, pelo contrário, a fortalece. É preciso evitar demagogia”. pic.twitter.com/sdaSxXMrJZ
— LALIGA Corporativo (@LaLigaCorp) October 8, 2025
Barcelona e Villarreal em Miami: um marco que ecoa no passado
Este duelo nos Estados Unidos representa um passo importante, mas não é um fenômeno isolado. Historicamente, há outros casos de clubes que competem fora de suas fronteiras nacionais.
Clubes que desafiam a norma Um exemplo notável é o Mônaco, que, embora seja de uma região autônoma no território francês, compete na Ligue 1 devido à ausência de uma liga formal em sua área.
O caso do FC Andorra é semelhante. Apesar de estar situado próximo à Catalunha, o clube disputa a segunda divisão da Espanha, com o objetivo de alcançar os níveis mais altos do futebol espanhol, uma vez que a LaLiga concedeu essa oportunidade.
Os times canadenses, Vancouver Whitecaps, Toronto FC e Montreal, fazem parte da MLS americana. Essa dinâmica, apesar de limitações financeiras e de visibilidade, promoveu uma expansão considerável da MLS, que agora conta com 30 clubes.
Swansea City, Cardiff City, Wrexham, Merthyr Town e Newport County são outras agremiações que, situadas no País de Gales, competem nas ligas inglesas. A inclusão destes clubes ilustra a rivalidade geográfica e a rica cultura do futebol britânico, onde equipes de diferentes regiões se enfrentam regularmente.
Na Nova Zelândia, Auckland City e Wellington Phoenix participam da A-League australiana, uma vez que a inexistência de uma liga profissional em seu país os levou a buscar maior competição e desenvolvimento.
O Derry City, clube da Irlanda do Norte, disputa a League of Ireland, resultado de contextos políticos que exigiram sua mudança para competições na República da Irlanda, assegurando a proteção do clube.
O FC Vaduz, de Liechtenstein, é mais um exemplo. Devido à falta de uma liga profissional em seu país, a equipe optou por competir na Challenge League da Suíça, onde conseguiu destaque e até participou de torneios europeus.
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